Avaliações

Deficiência Intelectual

Critérios considerados

A avaliação segue os critérios diagnósticos atuais (DSM-5-TR), que consideram três pilares: funcionamento intelectual significativamente abaixo da média (avaliado por instrumentos padronizados como o WISC ou WAIS, conforme a idade), déficits no funcionamento adaptativo (habilidades conceituais, sociais e práticas do dia a dia) e início dos sintomas no período de desenvolvimento. Além dos testes cognitivos, avaliamos o funcionamento adaptativo com instrumentos específicos e entrevistamos pais/cuidadores sobre autonomia, comunicação e habilidades sociais — um QI baixo isolado não fecha o diagnóstico sem o comprometimento adaptativo correspondente.

Contato com a escola

Quando autorizado pela família, buscamos informações sobre desempenho pedagógico, nível de suporte já oferecido e observações da equipe escolar sobre autonomia e socialização. Após a avaliação, o laudo traz recomendações concretas sobre o nível de suporte necessário (leve, moderado, severo ou profundo) e sugestões de adaptação curricular, que podem embasar pedidos de mediador escolar ou plano educacional individualizado.

Sinais que costumam demorar a ser investigados

Atrasos consistentes em marcos do desenvolvimento (fala, linguagem, autonomia para atividades básicas), dificuldade acentuada de acompanhar o ritmo pedagógico mesmo com apoio intensivo, e limitações persistentes em habilidades práticas do dia a dia (organização, resolução de problemas cotidianos, autocuidado) são sinais que merecem avaliação. É comum que famílias esperem demais por acreditar que "a criança vai se desenvolver com o tempo" — quanto mais cedo a avaliação é feita, mais cedo se estrutura uma rede de suporte adequada (terapias, adaptação escolar, orientação familiar).