Avaliações

Altas Habilidades/Superdotação

Mais do que um QI elevado

A avaliação de altas habilidades vai além de um QI elevado isolado. Utilizamos instrumentos padronizados de inteligência (como o WISC) combinados com avaliação de criatividade, motivação para tarefa e, quando pertinente, entrevistas com pais e professores, seguindo o modelo dos Três Anéis de Renzulli, referência internacional na área. Uma criança pode ter desempenho acima da média em uma área específica — como matemática ou linguagem — sem se enquadrar no perfil de altas habilidades em todos os domínios. O inverso também ocorre: crianças com altas habilidades podem ter desempenho escolar mediano por desmotivação, tédio ou até por uma dificuldade de aprendizagem associada (dupla excepcionalidade), o que só a avaliação aprofundada esclarece.

Contato com a escola

Quando autorizado pela família, buscamos entender como a criança se comporta e se engaja em sala de aula — muitas vezes as altas habilidades aparecem mascaradas por tédio, inquietação ou questionamento de regras, o que pode ser mal interpretado pela escola como comportamento disruptivo. Após a avaliação, orientamos a equipe pedagógica sobre estratégias de enriquecimento curricular e adaptações que favoreçam o engajamento, sempre com o consentimento dos responsáveis.

Sinais que costumam ser confundidos com outra coisa

É comum que sinais de altas habilidades sejam confundidos com TDAH — inquietação, questionamento constante e dificuldade de concentração em tarefas consideradas repetitivas pela criança — ou, ao contrário, que as altas habilidades mascarem uma dificuldade de aprendizagem associada (dupla excepcionalidade), atrasando o diagnóstico correto. Vocabulário avançado para a idade, curiosidade intensa por temas específicos, raciocínio rápido, mas também frustração excessiva diante de erros e dificuldade de relacionamento com pares da mesma idade são sinais que merecem investigação — e não devem ser tratados apenas como "personalidade forte" da criança.